domingo, 1 de setembro de 2013

Angela Maria




Maré de nostalgia...
Tinha eu uns dez anitos e vivia em Alpiarça, vila perto de Santarém.
A nossa casa tinha um quintal onde viviam três famílias. Uma delas era composta por 4 pessoas, pai, mãe e duas filhas, a Gina e a Fernanda. Esta última cantava muito bem. Na minha memória ficou a voz dela a trautear esta canção numa quente noite de Agosto, quando todos vínhamos cá para fora sorver a frescura da noite.

Foi há 55 anos!
A Fernanda é hoje uma simpática senhora de quase 70 anos, enfermeira reformada, a viver no Algarve.
Saraváh, querida amiga!

CABECINHA NO OMBRO FAGNER E ROBERTA MIRANDA



Quantas vezes cantei isto, era eu miúdo. Ouvia-a na rádio e na voz da Fernanda Pacheco, nossa vizinha de quintal.
Nostalgia...

sábado, 10 de agosto de 2013

Festival RTP 1973 - Entre-Act - Cai Chuva Do Céu Cinzento



Teresa imortal..

Teresa Tarouca _ Saudade, Silêncio e Sombra



Hoje apeteceu-me ir aos fados...
A grande Teresa Tarouca!

António dos Santos "partir é morrer um pouco"



Ouvi este fado, pela primeira vez, na voz de Leopoldina Guia. Mas o seu grande criador foi António dos Santos. As imagens falam de um Portugal de partidas - para a emigração ou para a Guerra Colonial.
Comovente...

Jorge Fernando "Boa Noite Solidão"



Jorge Fernando acompanhado à viola por Ana Moura.
Lindo!

sábado, 15 de junho de 2013

SAUDADES DE LISBOA...





De repente, na rua das Portas de Santo Antão... ouve-se o fado.
Está na hora de dar uma volta por Lisboa, a matar saudades.

domingo, 10 de março de 2013

PAGAR PARA TRABALHAR

Claro!
É a solução para a economia portuguesa.
Como é que eu não me tinha lembrado disto?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Herman José faz homenagem a Camilo de Oliveira



Uma das melhores prestações deste one man show.
Espetáculo!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Max - A Coisa



Carnaval. Ou melhor, na boa tradição portuguesa: Entrudo!

Eu, que todos os anos tenho de fazer umas versalhadas humorísticas para a revista O BARRETE, muito me ri com esta paródia do Max, que eu desconhecia por completo. Uma revelação!

domingo, 13 de janeiro de 2013

Frank Sinatra, My Way, With Lyrics



Uma canção para os dias de dúvida...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

OUVINDO OS PASSARINHOS...



Para ouvir na sala, de olhos fechados...
Pode pôr a torneira a correr devagarinho...
E vai imaginando que está na floresta, à beira de uma cascata...
OUVINDO

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

É ASSIM QUE IMAGINO O CANTO DO PARAÍSO...



Bom dia, Lis!
Bom dia, meus amigos que por aqui passam!


domingo, 16 de dezembro de 2012

Monty Python - Always Look on the Bright Side of Life



Olhe sempre para o lado positivo da vida...

"ALEGREMO-NOS!"



Memorável, a noite de ontem.

Pela memória da Lucinda, nossa amiga coralista que morreu no Verão; e pela presença de um amigo que, também no Verão, esteve muitos dias em coma e sobreviveu para estar ali a cantar connosco, ao meu lado.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Georges Moustaki - Ma Solitude



Esta é a minha canção preferida!
Ela acompanhou-me num período difícil. Repeti muitas vezes, de dentes cerrados: "não, nunca estarei só, tenho a companhia da minha solidão!"
Balada maravilhosa! Vale a pena conhecer a letra.

Georges Moustaki - Le Meteque



A versão original de Le Meteque. Canção imortal que canta o orgulho do estrangeiro que fez da sensibilidade a sua afirmação suprema perante o chauvinismo. Lembremos que G. Moustaki é de ascendência grega a viver em França...

Georges Moustaki - Le Métèque - Em português - O estrangeiro - lyrics -...



Uma versão em português da mais célebre canção de G. Moustaki.

sábado, 10 de novembro de 2012

Capo Verde - Boavista - Sal Rei



Saudades de ti, minha filha, professora de Língua Portuguesa em Cabo Verde, ilha da Boa Vista.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A banca alemã é a grande beneficiária do resgate espanhol


As denúncias, vindas de gente séria e bem informada, sucedem-se diariamente. Mas nós continuamos "encoelhados" e contentinhos...


A banca alemã é a grande beneficiária do resgate espanhol

terça-feira, 8 de maio de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

UM POEMÓRIO




MÃE DOS DESDENTADOS



Juro que vi e ouvi: a Fátima Lopes chamou três concorrentes e contou as histórias deles. Tinham perdido as dentaduras, cada um de sua maneira. Num programa ao fim da tarde na TVI, “Agora é que Conta”. Parece que dá todos os dias




Nossa senhora de fátima lopes

roga por mim que perdi a dentadura

já procurei na sanita e no tanque das termas

nem sei se a vendi em segunda mão



quando fui à loja de penhores

e emprenhei a carteira com trezentos euros

de uma libra antiga uns brincos

e uma pulseira que me tinha dado a minha avó



antes de morrer a pedir que lhe rezasse missas

pela alminha e o jantar já se estava a queimar

olhei as horas ela morreu já sem pulseira

apaguei o lume a tempo  ainda jantei



nossa senhora de fátima Lopes

aqui trago a factura as dentaduras são caras

pela hora da morte nem eu já me lembrava

mas tu podes eu te peço ajuda-me lopes



de fátima senhora da têvê ao fim das tardes

eu suplicante de contas e factura na mão

nem já dinheiro para missas tenho

alminha da minha avó de noite pelos casais



como a outra da mãe do camilo pessanha

que não tinha fátima nem lopes a quem pedir

mal de ser português e precisar de dentadura

eu te suplico  tanto tanto que eu preciso



de voltar a rir-me com a dentadura toda

a encher a boca de dentes branqueados

reluzentes como a pulseira da minha avó

ave fátima lopes mãe dos desdentados

 J. Moedas Duarte

terça-feira, 4 de outubro de 2011

EU VIVI NO TEMPO DA PIDE!


Venerando de Matos é um investigador da História Local de Torres Vedras.
Há dias desenterrou dos arquivos da Pide, na Torre do Tombo, este relatório. É um documento muito elucidativo sobre o que era Portugal há 50 anos.
Quando vim viver para Torres Vedras, no início dos anos 70, conheci quase todos os homens que o esbirro denunciou neste relatório, como agentes perigosos de subversão: o Dr. Troni, Vitor Cesário da Fonseca, Raimundo Porta, Pedro Fernandes, Adalberto Carvalho, Francisco Ceia...

Não esqueço que estes esbirros da PIDE nunca foram castigados. Antes pelo contrário. No tempo do Cavaco dois deles até requereram e receberam pensões de reforma, pelos bons serviços prestados. Ao mesmo tempo, o capitão de Abril, Salgueiro Maia, era afrontado com uma recusa de pensão.

Que a memória não se apague!

sábado, 1 de outubro de 2011

CORRUPÇÃO? É PARA MANTER!



Antero Valério, no seu Anterozóide. Sempre oportuno!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

HISTÓRIA DE PROVEITO E EXEMPLO...







Do blogue O JUMENTO, com a devida vénia:

Um desviou 600€ e suicidou-se. Outro roubou 90 milhões e está na maior

«Fiquei estupefacto, para não escrever o que proferi na altura em alto e bom som, com uma notícia avançada aqui no Expresso:

"Carlos Marques, o principal arguido de um dos processos saídos do caso BPN, devolveu mais de €16 milhões, que tinha recebido de forma fraudulenta. O dinheiro encontrava-se em contas na Suíça, segundo avança o site da SIC" "... "No total, com os juros incluídos, o empresário terá obtido um financiamento fraudulento do BPN de mais de €90 milhões, ainda de acordo com a SIC." "O arguido deverá passar para prisão domiciliária no final desta semana, tendo em conta a colaboração com as autoridades."

Pelo meio tivemos umas garantias falsas, contas no BES, transacções para aqui e para ali, compras e vendas de terrenos em Angola (esse país politicamente impoluto como se anda a descobrir) e sei mais lá o quê. Nada de especial. Pergunto:

Este senhor Carlos, pessoa idónea que devemos respeitar enquanto cidadão, um individuo que através de trabalho árduo amealhou em pouco tempo vários prémios do euromilhões que após algumas voltinhas pelo mundo obscuro das finanças, foi "estacionando" com carinho em várias garagens suíças, um individuo que ajudou a levar ao charco um banco que os portugueses estão a pagar vai assim, sem mais nem menos, para casa? Como? "Colaborou"? Desculpem? Será que li bem?

Há pessoas encarceradas que assim permanecem indefinidamente, algumas sem acusação, sem direito a nada, sem que ninguém os PROTEJA, alguns porque roubaram meia dúzia de tostões para aguentarem mais um dia e este senhor, um burlão de milhões, vai para o quentinho do lar à espera de destino porque, veja-se bem, se dignou a devolver 16 milhões dos 90 milhões que roubou? ROUBOU! Mas era suposto agradecermos-lhe a bondade do acto? Chamem já o Malato e vamos fazer-lhe um "Especial Carlos Marques" no Coliseu... E que tal erguer-lhe uma estátua, não? Ele e Oliveira e Costa, os dois abraçados, a fazerem um manguito de bronze ao Fernando Pessoa ali no Chiado - era bonito.

Recentemente, em Coimbra, Nuno - um funcionário das bilheteiras dos serviços municipalizados, desviou alegadamente 600€ das contas camarárias. O mesmo funcionário parece ter-se prontificado a restituir a "fortuna" que havia desviado. Politiquices rascas e a denúncia de um vereador socialista de nome Carlos Cidade,guerrinhas de faca e alguidar, levaram este caso directamente para a capa dos jornais mal terminou a reunião de câmara onde este confrontou o Presidente. Resultado: o funcionário chegou a casa no dia seguinte, fechou-se na garagem, meteu uma corda no pescoço e matou-se. Finito. Com apenas 35 anos e sem se despedir da mulher e do filho, Nuno pôs termo à vida.

As diferenças entre estes dois casos são simples. A primeira é óbvia: são 90 milhões de euros do Carlos menos 600 euros do Nuno, enfim..."é fazer as contas". A segunda tem a ver com o facto de uma pessoa ter ou não vergonha na cara, coisa que não abunda neste país. Nuno, que infelizmente já não está entre nós para dizer a vergonha que sentiu, e que fez com que pusesse termo a própria vida. Já o senhor Carlos Marques, novo colaborador da justiça portuguesa, um verdadeiro justiceiro, um altruísta, estará certamente instalado no seu "Palacete da Quinta da Casa Branca, em Carnaxide, avaliado em €5 milhões", que certamente terá, não uma, mas várias garagens.» [Expresso]

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CRÓNICA DE MANUEL ANTÓNIO PINA

 

 

Hoje, no Jornal de Notícias.

Subscrevo, indignado!

Ordem para morrer


O que, para além de toda a tagarelice justificativa, resulta das anunciadas medidas de redução da despesa (ainda apenas "planos"; "realizações" são, para já, a nomeação de centenas de 'boys' e dezenas de "grupos de trabalho", 11 só à conta de Relvas, três deles para o futebol) é que ou Passos e Portas não faziam a mínima ideia do que falavam quando criticavam as "gorduras" do Estado ou mentiam deliberadamente quando se atiravam como gatos a bofes contra Sócrates por aumentar os impostos (um e outro preocupavam-se então muito com as "famílias").
Andaram anos a chamar mentiroso e "Pinóquio" a Sócrates porque as suas políticas não coincidiam com as suas promessas e, em dois meses, não têm feito outra coisa senão desdizer-se. A solução que tinham na manga era, afinal, o empobrecimento geral (geral?, não: uma pequena aldeia de 25 magníficos continua a enriquecer escandalosamente à custa desse empobrecimento).
Agora, aos trabalhadores (Amorim excluído), pobres e pensionistas, juntam-se os doentes no lote dos "todos" a quem Passos e Portas cobram a factura da crise. No caso dos doentes, pagando com própria vida se for o caso: os responsáveis nacionais pelo programa de transplantações demitiram-se sexta-feira revelando que os cortes na Saúde "não respeitam a vida humana" e vão "matar pessoas". Não me parece que Paulo Macedo se preocupe com isso: trata-se de doentes crónicos, que só dão despesa...